
O que muda nos esquis desenhados especialmente para as mulheres?
Até recentemente, não havia muitos tipos de esqui para as mulheres – elas usavam esquis unissex mais curtos ou esquis com lâminas superiores mais bonitas, pois era isso que as marcas produziam. Felizmente, as empresas de esqui perceberam o quão poderosa uma esquiadora pode ser se o seu equipamento complementar a estrutura do seu corpo.
Por exemplo, o peso das mulheres é distribuído mais para trás quando estão em uma postura atlética. Alargando a ponta do esqui em relação à cintura, o equipamento se torna mais responsivo à ativação muscular que as mulheres alcançam naturalmente. Além disso, questões como flexibilidade, tamanho e posição de montagem passaram a fazer parte da concepção dos materiais esportivos específicos para esquiadoras nas últimas décadas.
Esquis femininos tendem a ser menores e mais leves em relação ao equipamento unissex. Não apenas são mais curtos, como também um pouco mais finos e, justamente por isso, mais flexíveis. As pontas podem ser mais arredondadas para compensar o uso de outros grupos musculares. Essas mudanças nas dimensões são mais visíveis, mas há também diferenças menores com grande impacto no rendimento da atleta.
Como mulheres tendem a calçar números menores, o encaixe das botas nas fixações dos esquis costuma ser um pouco mais para frente, cerca de 2 centímetros. Isso também tem relação com o centro de gravidade diferente entre homens e mulheres: enquanto eles têm maior concentração do peso nos membros superiores, com ombros e peitoral mais largos, mulheres carregam mais massa da cintura para baixo, especialmente ao redor do quadril, coxas e glúteos.